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  • Chants et danses du monde inanimé dans Option

    «Review», Dan Maryon, Option, no 73, 1 mars 1997
    samedi 1 mars 1997 Presse

    This reissue of the 1984 album, one of the first on Ambiances magnétiques, adds another album’s worth of music recorded in 1996 that is true to the original and every bit as fun. Lepage and Lussier are standouts in the noise-and-sound avant-garde that has grown over the years with the success of the annual Victoriaville music fest. The pairing of Lepage’s sax and clarinet wails with Lussier’s dry, percussive guitar is at once playful and skilled. The pieces are presented as exercises in style prompted by les influences mécanistes, the juncture of the mechanical age with the age of technology. And while the album notes take on a nearly academic tone (albeit with tongue in cheek), the music ranges from accessible (playing with canned rock riffs or referencing wellknown themes) to intensely freeform. While at first I found this nearly headacheinducing, with a little time and more focused attention I began to enjoy the conversational style of these duets. They require attention—typically, what sounds at first like random noise becomes a theme that is built up and then destroyed. I can imagine the smiles on their faces as they recorded this.

    The pairing of Lepage’s sax and clarinet wails with Lussier’s dry, percussive guitar is at once playful and skilled. […] typically, what sounds at first like a random noise becomes a theme that is built up and then destroyed. I can imagine the smiles on their faces as they recorded this.

    Chants et danses du monde inanimé, Robert Marcel Lepage dans The Wire

    «Soundcheck Review», John L Walters, The Wire, no 156, 1 février 1997
    samedi 1 février 1997 Presse

    Chants et danses du monde inanimé features Robert M Lepage playing clarinet and alto sax in (I think) largely improvised duos with Lussier’s guitar. There are seven pieces from 1984 and nine from last year with titles such as Tutti frottis and L’art de remplir des boîtes. The lengthy sleevenotes by Lepage look as though they might be very funny, but my French isn’t good enough.

    T’auras pas ta pomme dans Cadence

    «Review», Milo Fine, Cadence, no 23:2, 1 février 1997
    samedi 1 février 1997 Presse

    Infused with march, polka and circus materials, L’Orkestre’s Jazz-rock stage band persona is unapologetically upbeat. For the most part steering clear of any so-called modernisms the group relies on precise ensemble execution and spirited, if conservative, solos to get its point across; the essence of that point being nicely summed up in the closer’s broad reference to The Tiger Rag.

    … precise ensemble execution and spirited solos.

    Ambiances Magnétiques dans Quarta-feira

    «Ambiances Magnétiques», Fernando Magalhäes, Quarta-feira, 8 janvier 1997
    mercredi 8 janvier 1997 Presse

    Ambiances Magnétiques, com distribuição portuguesa pela Au deo, é urna editora independen canadiana, com sede em Montréal, criada em 1983 pelos músicos Michel F Côté, Jean Derome, André Duchesne, Joane Hétu, Diane Labrosse, Robert Marcel-Lepage, René Lussier e Danielle Palardy Roger —facto que, desde logo, coloca as preocupações artísticas acima dos interesses mercantilistas.

    Alguns destes músicos são já do conhecimento dos incondicionais da Recomended, através de uma pequena importação de discos em vinilo, chegada há alguns anos ao nosso pais, que incluia, entre outros, trabalhos de André Duchesnes, Michel F Côté com o seu grupo Bruire, René Lussier, Robert Marcel-Lepage, Wondeur Brass e Les Poules, estes dois últimos grupos formados por Joane Hétu, Diane Labrosse e Danielle Roger.

    O jazz, do tradicional ao free, a música de cãmara europela, a folk do Quebeque, a música de variedades e o cabaré, o ambiental e o bruitismo são algumas das linhas de força que se cruzam para formar a estética (Ambiances Magnétiques) AM.

    “As músicas de Amblances Magnétiques fazem uma utilização nova de tudo o que constitui a música comercial, lê-se no manifesto da editora, para a qual, quer sejam sons eléctricos, ritmos, solos ou a arquitectura geral de uma peça, é feita constantemente referéncia a algo que já se ouviu antes”. Isto porque “os seus compositores pertencem a uma geração que experimentou e ouviu todos os géneros de música. A AM funciona como uma espécie de inverso da rádio, ou uma rádio fantástica, na medida em que opera a transfiguração desta, equanto acumuladora e difusora de cultura, da vertente mais intelectual ao “kitsch“. O humor, a ironia e a paródia fazem parte das palavras de ordem da AM. Alguém pronunciou o nome de Frank Zappa?

    Além dos titulos que, a seguir, recenseamos, não queremos deixar de chamar a atenção para outros que reputamos de qualidade. Estão neste caso Maudite mémoire, de Michel Faubert, derivação pouco ortodoxa da tradição do Quebeque, com sabor contemporãneo, que agradará aos apreciadores de um grupo como os La Bottine Souriante, Des pas et des mois, de Martin Tétreault, oonstrução cortante de “samples”, ruidos, “scratch” e literatura, e Adieu Léonardo, homenagem, em tons neoclássicos, a Leonardo da Vinci, de Robert Marcel-Lepage, segundo coordenadas menos habituais neste intérprete de clarinete e saxofones, amante do “erro musical” e da electrónica analógica. Outros nomes também a partir de agora disponíveis incluem os Évidence, André Duchesnes, Jerry Snell, Genevieve Letarte, René Lussier (reedição do fenomenal Fin du travail) e Les Granules.

    Depois de Le barman a tort de sourire e Les fleurs de Léo, L’âme de l’objet é a desconstrução da linearidade narrativa, o surrealismo sonoro atravessado pelos fantasmas de Fellini, de La strada e a “chanson” etilizada dos cabarés de Paris do pós-guerra. Viagem pela inquietação, pelas ruínas do jazz, da pop desolada e da algazarra concretista, recusa panfletária da melodia de compêndio, o objecto pode ser o olho cortado pela lãmina, de Buñuel. A bateria e as “live electronics” de Côté juntam-se aos saxofones, flautas e “pequenos instrumentos” de Jean Derome e aos discos riscados de Martin Tétreault. “Swing” dos danados, enquanto Miles e Omette dormen. Para desarranjar os ouvidos e o espirito.

    Face cachée des choses dans Quarta-feira

    «Review», Fernando Magalhäes, Quarta-feira, 8 janvier 1997
    mercredi 8 janvier 1997 Presse

    Diane Labrosse, fazendo jus ao seu nome de caçadora, não hesita em avançar tão longe quanto possivel na experimentação e na sedução do som pelo som. Face cachée des choses, primeiro trabalho em solo absoluto da sua autoria, é uma armação sinfónica para “sampler” e gravações de fita, inventário de ruídos e músicas microscópicas, fommas biológicas e mecãnicas em evolução, etnomistificações, apontamentos de ornitologa, memórias traficadas pela informática. O sentido deste movimento em tomo das sambras sonoras das coisas poderá ser o do acaso e da sua ordem sobrenatural. Música que cura a doença dos Biota, música da música, reveladora do quotidiano como colagem, fomecendo estimulos renovados a cada audição.

    Langages fantastiques dans Quarta-feira

    «Review», Fernando Magalhäes, Quarta-feira, 8 janvier 1997
    mercredi 8 janvier 1997 Presse

    Todas estas “linguagens fentásticas” convergem no álbum do mesmo nome das Justine — Hétu, Labrosse, Danielle Roger e Marie Trudeau —, as quatro desestruturalistas do Apocalypso-bar, numa extensão lógica das Wondeur Brass. Langages fantastiques, segundo álbum do grupo, depois de (Suites), é o intercâmbio jubiloso de sensibilidades em sintonia na Rádio Fantástica. Sessão de frenético “vaudeville” agitado pelo choro lacinante do sax de Hétu. Captado ao vivo em estúdio na sequência de uma digressão pela Europa, Langages Fantastiques sumariza, de forma exemplar, a diversidade de premissas estéticas da Ambiances Magnétiques, uma editora em estado permanente de alerta.

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