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Chansons de Douve in Minimal

“Review”, GC, Minimal, no. 18, November 1, 1998
Sunday, November 1, 1998 Press

Quem conhecesse já os álbuns Chanson du fil (1989) ou Les fleurs du tapis (1997) e as colaborações de Pierre Cartier nos ensembles Évidenoe ou Les Dangereux Zhoms, nunca esperaria um disco tão surpreendente quanto este. Ao baixista quebequense junta-se uma formação de mais nove elementos, em que predominam as vozes de Angèle Trudeau (soprano) e Noëlla Huet (mezzo soprano). Algures (não perdido) entre as estéticas do jazz e da música clássica contemporãnea, os poemas de Yves Bennefoy assentam na tapeçaria romãntica sugerida pela música. Do poeta, diga-se que ele é de origem francesa, onde nasceu em 1923. Da poesia, que ela foi culdadosamente recolhida da obra Du mouvement et de l’immobilité de Douve, publicada em 1953. Um belissimo disco que canta o amor e a morte aos ouvidos daqueles que vivem a expressão do jazz no plural.